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20 cursos que não exigem matemática: opções para você fugir das Exatas

Para muita gente, escolher uma graduação não envolve apenas pensar na profissão dos sonhos. Também envolve aquela pergunta que aparece quase como um fantasma: será que esse curso tem muita matemática?”.

Afinal, nem todo mundo se identifica com cálculos, fórmulas, gráficos e disciplinas de exatas. E está tudo bem. Cada pessoa tem habilidades, interesses e formas diferentes de aprender. Enquanto alguns estudantes gostam de números, outros se destacam mais em leitura, escrita, comunicação, criatividade, análise social, cuidado com pessoas ou interpretação de textos.

Por isso, é comum procurar por cursos que não exigem matemática ou, pelo menos, cursos em que a matemática não seja uma parte central da formação. A boa notícia é que existem muitas opções, principalmente nas áreas de humanas, comunicação, artes, educação e até em alguns cursos da saúde.

 

EXISTEM CURSOS QUE NÃO EXIGEM MATEMÁTICA?

De forma bem direta: existem cursos que não têm a matemática como foco principal, mas é difícil garantir que uma graduação não terá nenhuma disciplina relacionada a números.

Isso acontece porque cada faculdade pode organizar sua grade curricular de uma forma. Mesmo em cursos de humanas, comunicação ou saúde, pode aparecer alguma matéria ligada a estatística, metodologia científica, economia, gestão, pesquisa ou análise de dados.

Além disso, os cursos superiores seguem normas e diretrizes educacionais, mas cada instituição também tem sua própria matriz curricular, por isso é importante consultar a grade antes de se matricular. O e-MEC, sistema oficial do Ministério da Educação, reúne informações sobre cursos e instituições de ensino superior no Brasil.

Então, quando falamos em cursos que não exigem matemática, estamos falando principalmente de cursos em que ela não costuma ser protagonista. Ou seja: você pode até encontrar números pelo caminho, mas não vai passar a graduação inteira resolvendo equações, estudando cálculo avançado ou lidando com fórmulas complexas todos os dias.

Essa diferença é importante para evitar frustrações. Em vez de procurar uma faculdade “sem nenhuma matemática”, o melhor é procurar uma graduação alinhada às suas habilidades e com uma carga menor de exatas.


CURSOS DE HUMANAS QUE NÃO EXIGEM TANTA MATEMÁTICA

A área de humanas costuma ser uma das mais procuradas por quem quer evitar cursos muito ligados às exatas. Isso porque muitas graduações desse campo trabalham mais com leitura, interpretação, escrita, pesquisa, análise crítica e compreensão da sociedade.

Entre os cursos que costumam ter pouca matemática, estão:

Direito: uma graduação voltada ao estudo das leis, da justiça, dos direitos e deveres dos cidadãos. O curso exige muita leitura, interpretação de textos, argumentação e escrita. Pode haver disciplinas ligadas a economia, tributação ou cálculos trabalhistas, dependendo da instituição, mas a matemática não é o centro da formação.

Pedagogia: indicado para quem se interessa por educação, infância, aprendizagem e processos de ensino. A matemática pode aparecer em conteúdos relacionados ao ensino básico, mas geralmente de forma pedagógica.

Letras: ideal para quem gosta de língua portuguesa, literatura, idiomas, escrita e análise de textos. É uma das opções mais distantes da matemática.

História: o curso envolve o estudo de acontecimentos históricos, sociedades, culturas, política e transformações ao longo do tempo.

Filosofia: voltada à reflexão sobre conhecimento, ética, existência, política, lógica e pensamento humano. Apesar de poder envolver raciocínio lógico, não é um curso baseado em cálculos.

Ciências Sociais: trabalha temas como sociedade, cultura, política, desigualdades, relações sociais e comportamento coletivo. Pode haver estatística em algumas grades, principalmente por causa de pesquisas sociais.

Serviço Social: indicado para quem quer atuar com políticas públicas, direitos sociais, assistência e transformação social. É um curso com forte base teórica e humana, geralmente com pouca presença de exatas.


CURSOS DA ÁREA DA SAÚDE COM POUCA MATEMÁTICA

Nem todo curso da saúde é cheio de matemática, mas é importante lembrar que essa área costuma exigir bastante dedicação em biologia, química, anatomia, fisiologia e outras disciplinas científicas.

Ainda assim, há graduações em que a matemática aparece menos do que em cursos como Engenharia, Física, Estatística ou Ciência da Computação.

Psicologia é uma das opções mais buscadas por estudantes que gostam de comportamento humano, escuta, saúde mental, desenvolvimento e relações sociais. Pode haver disciplinas de estatística ou pesquisa, mas pouca coisa.

Enfermagem também pode ser uma alternativa para quem deseja atuar diretamente no cuidado com pacientes. A matemática pode aparecer em situações como dosagem de medicamentos, interpretação de dados e procedimentos técnicos, mas não é o eixo principal da graduação.

Fisioterapia envolve o estudo do movimento humano, reabilitação, prevenção de lesões e qualidade de vida. O curso tem bastante conteúdo biológico e prático, com pouca matemática em comparação às áreas de exatas.

Fonoaudiologia é voltada à comunicação humana, linguagem, fala, audição e voz. Pode ser uma boa opção para quem se interessa por saúde e desenvolvimento.

Terapia Ocupacional trabalha com autonomia, inclusão, reabilitação e atividades do cotidiano de pessoas em diferentes fases da vida.


CURSOS DE COMUNICAÇÃO, ARTES E CRIATIVIDADE PARA QUEM NÃO GOSTA DE EXATAS

Quem tem perfil criativo, gosta de escrever, comunicar, produzir conteúdo ou trabalhar com imagem pode encontrar boas opções em cursos de comunicação e artes.

Jornalismo é um curso voltado à apuração de informações, produção de notícias, entrevistas, reportagens, escrita e análise da realidade. A matemática pode aparecer em disciplinas de dados ou pesquisa, mas o foco está na comunicação e na interpretação dos fatos.

Publicidade e Propaganda une criatividade, estratégia, comportamento do consumidor, marcas, campanhas e produção de conteúdo. Pode haver matérias relacionadas a estatística, mídia, métricas e planejamento, mas a parte numérica costuma ser aplicada ao mercado, somente.

Relações Públicas trabalha com imagem institucional, comunicação corporativa, eventos, relacionamento com públicos e reputação de marcas ou organizações.

Design pode ser uma boa opção para estudantes criativos, mas merece atenção. Dependendo do tipo de design e da faculdade, podem aparecer conteúdos relacionados a proporção, geometria, softwares, medidas e projetos. Ainda assim, em muitos casos, a matemática não é o centro da formação.

Artes Visuais, Cinema, Teatro, Música e outros cursos artísticos também tendem a ter pouca matemática. Eles exigem sensibilidade, repertório cultural, prática, criatividade e capacidade de expressão.


COMO ESCOLHER UMA FACULDADE MESMO TENDO DIFICULDADE EM MATEMÁTICA

Ter dificuldade em matemática não deve impedir você de sonhar com a faculdade. O mais importante é fazer uma escolha consciente.

Comece pensando nas matérias que você gosta no Ensino Médio. Você prefere português, história, geografia, biologia, artes, sociologia ou filosofia? Gosta mais de ler, escrever, desenhar, conversar, cuidar, pesquisar ou resolver problemas sociais?

Depois, pesquise a rotina das profissões. Às vezes, o curso parece interessante, mas o dia a dia da carreira não combina tanto com você. Em outros casos, uma profissão que você nunca tinha considerado pode fazer muito sentido.

Também é importante analisar a grade curricular. Não escolha uma faculdade apenas pelo nome do curso. Duas instituições podem oferecer a mesma graduação com propostas bem diferentes. As Diretrizes Curriculares Nacionais reúnem normas para diferentes cursos de graduação, mas as matrizes curriculares podem variar conforme a instituição.

Outro ponto importante é não transformar a matemática em um bloqueio definitivo. Mesmo que você escolha um curso com pouca matemática, desenvolver o básico pode ajudar muito na vida: organizar finanças, interpretar gráficos, entender dados, fazer provas e tomar decisões com mais segurança.

Você não precisa amar matemática! Mas pode aprender o suficiente para não deixar que ela limite seus planos. 😉


E SE EU PRECISAR ESTUDAR MATEMÁTICA NO VESTIBULAR OU NO ENEM?

Mesmo escolhendo cursos que não exigem matemática, você provavelmente ainda vai precisar estudar essa disciplina para entrar na faculdade. O motivo é simples: vestibulares e o Enem costumam cobrar conteúdos de diferentes áreas do conhecimento.

No Enem, por exemplo, os participantes fazem provas de Linguagens, Ciências Humanas, Ciências da Natureza e Matemática, além da redação.

A boa notícia é que você não precisa estudar tudo de uma vez nem tentar virar especialista em exatas da noite para o dia. Para quem tem dificuldade, o melhor caminho é começar pelo básico e avançar aos poucos.

Alguns conteúdos costumam ser mais acessíveis e importantes para ganhar confiança, como porcentagem, regra de três, razão e proporção, leitura de gráficos, média, operações básicas, geometria plana e interpretação de problemas.

Também vale treinar com questões antigas, porque muitas perguntas de matemática não dependem só de fórmula: elas exigem leitura atenta, interpretação e raciocínio. Em muitos casos, entender o enunciado já é metade do caminho.

Se você sente muita dificuldade, procure apoio. Pode ser com professores, colegas, videoaulas, monitorias, grupos de estudo ou projetos como o GAUSS!

 

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